O Bom Dia América nasceu em 11 de fevereiro de 2025, da percepção de que faltava, em português, quem acompanhasse de perto o que estava transformando o continente americano — e quem dissesse, sem rodeio, que América não é só Estados Unidos.
A premissa é simples e pouco repetida: somos um só continente. O acordo comercial que muda a regra de origem no México afeta o exportador de Bauru. A crise institucional na Venezuela mexe no preço do petróleo que chega à Colômbia e ao Brasil. O corredor bioceânico que liga o Atlântico ao porto de Chancay redesenha a logística de toda a América do Sul. São fatos conectados, e raramente são lidos assim.
Quem escreve
Antonio Carlos Faustino é advogado, Mestre em Direito Constitucional pelo Centro de Pós-Graduação da Faculdade de Direito de Bauru, com titulação obtida em 2009, e graduado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Senac, em 2017. É pesquisador e entusiasta de geopolítica, e assina as análises publicadas aqui.
Por que essas duas formações importam
A combinação não é decorativa. Ela define o que este veículo consegue enxergar e o que outros deixam passar.
Soberania, direitos humanos e imigração são, antes de tudo, temas de Direito Constitucional. Quando um país restringe fronteira, revoga acordo migratório ou tensiona a separação de poderes, o que está em jogo é matéria constitucional — e ler isso exige formação jurídica, não apenas acompanhamento noticioso.
Gestão de negócios, economia e comércio internacional pertencem ao campo da Administração de Empresas. Quando uma tarifa muda, quando um bloco comercial entra em revisão, quando uma cadeia de suprimentos se reorganiza por nearshoring, o efeito chega à margem de uma empresa real, com contrato, prazo e caixa.
A maior parte da análise geopolítica disponível em português vem de Relações Internacionais ou de consultorias de segurança. Este veículo parte de outro lugar: da norma e da operação. É por isso que uma leitura sobre a revisão do USMCA aqui fala de regra de origem e de risco contratual, e não apenas de disputa diplomática.
Como as análises são produzidas
O método é declarado, e não se esconde atrás de tom de autoridade. Cada texto distingue o que é fato verificável do que é leitura de tendência. Os relatórios comercializados trazem nota metodológica explícita: identificam movimento estratégico regional e não afirmam a ocorrência de medida específica sem confirmação em fonte oficial — governos, autoridades aduaneiras, bancos centrais e organismos multilaterais.
Análise técnica, independente e fundamentada não é slogan. Significa que a fonte é citada, que o cenário é apresentado como cenário, e que a conclusão pode ser conferida por quem lê.
Para quem
Há dois públicos, e eles não se confundem. De um lado, o leitor que quer entender as Américas além da manchete. De outro, a empresa que precisa decidir com base em risco político e comercial, e contrata relatórios e consultoria para isso.
O conteúdo do blog é aberto. A análise aplicada a uma decisão específica é trabalho contratado.
Verificação pública
A trajetória acadêmica e profissional está disponível para consulta:
Para propor pauta, sugerir correção ou discutir um trabalho, escreva para contato@bomdiaamericablog.com.